quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O MENINO VAI À ESCOLA


Parece, aliás, é um sonho que se realiza: João Victor iniciou sua carreira escola, essa jornada infinita na vida da gente.

Hoje foi primeiro dia de aula dele, o mais novo aluno do Maternal 1.
Ontem, Valéria foi dormir tarde nos preparativos para hoje. Tanta coisa para conferir e etiquetar, tolhas para bordar, um verdadeiro enxoval. A farda só ficou chegou à noite e mais uma vez ela chorou de felicidade.
Hoje levantamos cedo, dei a mamadeira dele, como de costume, enquanto Valéria e Sheila preparavam o lanche e o almoço do estudante.
De farda ele ficou lindo, como lindo fica em qualquer roupa ou nu. Tiramos fotos e corremos, quase atrasado, para o colégio. Lá tudo correu melhor do que imaginávamos, ele não chorou quando saímos, Valéria foi quem chorou, eu, quase. Sheila ficou no pátio do colégio para “resgatá-lo” em caso de desespero, mas não foi preciso. Quase duas horas depois liguei pra ela e fiquei sabendo que ele estava brincando com os coleguinhas, sem qualquer sinal de querer sair.
Esse menino vai longe.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

A VIDA COM UM PRISMA NOVO


Faz quase um mês que João Victor ganhou seu primeiro carro. Menino de sorte. Os pais chegaram à casa dos 40 andando de transporte público e ele, com pouco mais de 2 anos, já tem automóvel próprio. Menino abençoado ele é.

Na compra, ficamos isentos de IPI e, no licenciamento, fomos dispensados de pagar IPVA. São isenções garantidas em lei para portadores de síndrome de Down.

Até chegar o momento trazer o carro para casa, tivemos de superar vários entraves burocráticos. Começamos pelo Detran, passamos pela Receita Federal, Estadual, depois a desinformação das concessionárias e, por fim, a falta de bom senso dos bancos, querendo uma procuração de João Victor me autorizando comprar o carro no nome dele. Isso porque, além da exigência da Receita Federal, fizemos questão de registrar o veículo no nome dele.

Agora vai ficar mais fácil garantir o tratamento dele na APAE, que muitas vezes faltamos por falta de transporte. Por Valéria ainda não se aventurar a dirigir na BR, ainda necessitamos pagar um motorista para cada viagem ao Recife, mas, logo que ela pegue prática, a motorista será a mãe e teremos um gasto a menos. O pai, ah, o pai. Esse ainda tem de ir para auto escola. E João Victor? Ele se desmancha em sorrisos quando o colocamos na sua cadeirinha, cuidadosamente instalada no banco traseiro, e parece que não ver a hora de crescer para também dirigir.

Aí, eu não posso deixar de agradecer a Deus e ver com as podem mudar na nossa vida. Não Faz um ano que eu não tinha dinheiro nem para ir ao Recife, muitas vezes pegava carona, as mais inusitadas e, agora, agora, as coisas estão muito melhores.

A vida tem muito a nos ensinar.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

AS COISAS SIMPLES DA VIDA



Acompanhar o desenvolvimento de João Victor tem sido uma grande alegria para mim e Valéria. Cada centímetro que ele ganha na altura, cada sílaba nova que ele pronuncia é motivo de festa aqui em casa. O post anterior falava justamente da felicidade dos primeiros passos que ele ensaiou.

De um mês pra cá ele tem feito muitos progressos. Já consegue se erguer e sentar com relativa segurança, já atende quando lhe chamamos pelo nome e se alguém pronunciar a palavra beijo, ele leva a mão à boca, dá um estalo na palma da mão e, com um sorriso traquino, a estende na direção de quem lhe pediu o ósculo.

A última dele, uma cena impagável. Vez por outra ele finge chorar, só pra fazer charminho. A gente, sabendo que é uma brincadeira, fica só olhando. Quando ele descobre que percebemos o engodo, ai, não dá outra: gargalhada geral. Uma dessas, Valéria conseguiu flagrar e vocês podem assistir agora.


Muito do progresso motor e cognitivo de João Victor devemos ao trabalho do pessoal da APAE. Desde março ele vai duas vezes por semana à APAE, no Recife, para fazer sessões de fisioterapia, fonoterapia e terapia ocupacional. Infelizmente fomos forçados a suspender temporariamente o tratamento enquanto a Prefeitura de Goiana resolve o problema do transporte, cancelado de repente e sem qualquer explicação formal às famílias assistidas. Mas disso falarei noutra hora. Bom mesmo é expressar a alegria de ver meu filho crescer. Aquela coisinha pequena que, aos 8 meses de vida, era tão hipotônico (molinho) ao ponto de, hora do banho, precisavar de auxilio para se manter sentado na banheira. Agora, põe-se de pé para regar as plantas do nosso futuro jardim.
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