Eu estava nos corredores do fórum, levando um pilha de processos ao setor de distribuição, quando o telefone tocou. Era Valéria, eufórica, dando a boa nova: “João Victor tá andando!” Depois explicou que Sheila o tinha deixado sentado, na sala, e foi fazer algo na cozinha. Quando menos esperva, percebeu que aquela coisinha miúda aproximava-se dela, andando, de braços abertos para ajudar no equilíbrio. Parecia um pingüim desfilando na neve.
Amanhã (15/04/2008) ele completa dois anos. Já estávamos descrentes de que ele andaria antes dos dois anos, um pouco frustrados mesmo. Mas, assim, sem avisar, ele nos dar esse presente, dois dias antes do seu aniversário: resolve andar. Interessante que na ultima sessão de fisioterapia na APAE as fisioterapeutas advertiram Valéria que João Victor á tinha potencial para andar, que os pais deviam perder o medo e deixá-lo correr o risco de cair, que o problema dele era a super proteção dos pais.
Amanhã, elas terão uma ótima surpresa.
O problema é que, agora, a atenção terá de ser redobrada. Buliçoso como ele é, precisamos ficar atentos para evitar acidentes. A cozinha será interditada, uma tolha foi colocada sobre o tampo de vidro da mesa de jantar, porta do banheiro sempre fechada, ufa... a lista de cuidados é infinita, mas como é bom ter esse tipo de preocupação.
Seu andar é trôpego, como o de toda criança aprendendo andar, mas ele já quer correr. Aí, quando ele resolver sair em disparada pela casa, meu coração palpita de medo de vê-lo se esborrachar no chão. Mas ele não ta nem ai, está adorando ver o mundo por outro ângulo.
Então, anda, meu filho, corre mundo afora.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
TEMPO, TEMPO, TEMPO: NUMAS HORAS DE MAIS, NOUTRAS, DE MENOS

Não faz muito que eu que me angustiava por meu status de desempregado. Acordar e não precisar sair de casa, sentir-se pesado aos outros deixa qualquer um triste,não dá pra ser feliz, como dizia a canção, pois a vida do homem é seu trabalho. Eu trabalhava muito em casa, mas não tinha emprego.
Agora tento me acostumar ao tempo e às responsabilidades de um trabalho “normal”, rotineiro.
A quem está estudando pra fazer concurso público achando que funcionário público não trabalha, aconselho seguir outro caminho, porque a coisa não é bem assim. Funcionário público trabalha, e não é pouco. No meu caso particular, um servidor do judiciário estadual, tenho que dá contar de muito serviço sob pressão de todos os lados. Eu e meus colegas somos pontas de lança da “cruzada modernizadora” do judiciário brasileiro encampada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). São as famosas metas 2, 3 , 4 e muitas outras que ainda estão por vir, todas elas com o fito de eliminar o problema crônico da Justiça brasileira: a morosidade.
No jogo das metas, a pressão é verticalizada, partindo do ponto mais alto ao mais baixo da cadeia do sistema... você pode imaginar o resultado.
Mas, não renego a estratégia de adoção de metas. Creio que o melhor delas seja o fato de criar uma cultura de gestão da justiça, coisa que dantes não se pensava. Acredito que, depois de arrumada a casa, despenderemos menos energia e obteremos maiores e melhores resultados com o trabalho realizado.
Agora tento me acostumar ao tempo e às responsabilidades de um trabalho “normal”, rotineiro.
A quem está estudando pra fazer concurso público achando que funcionário público não trabalha, aconselho seguir outro caminho, porque a coisa não é bem assim. Funcionário público trabalha, e não é pouco. No meu caso particular, um servidor do judiciário estadual, tenho que dá contar de muito serviço sob pressão de todos os lados. Eu e meus colegas somos pontas de lança da “cruzada modernizadora” do judiciário brasileiro encampada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). São as famosas metas 2, 3 , 4 e muitas outras que ainda estão por vir, todas elas com o fito de eliminar o problema crônico da Justiça brasileira: a morosidade.
No jogo das metas, a pressão é verticalizada, partindo do ponto mais alto ao mais baixo da cadeia do sistema... você pode imaginar o resultado.
Mas, não renego a estratégia de adoção de metas. Creio que o melhor delas seja o fato de criar uma cultura de gestão da justiça, coisa que dantes não se pensava. Acredito que, depois de arrumada a casa, despenderemos menos energia e obteremos maiores e melhores resultados com o trabalho realizado.
Mas, até chegar lá, tem sido duro. O trabalho é pesado e estressante. As cobranças vêm de todos os lados, ao mesmo tempo, cobram respostas imediatas. Tem dias que chego em casa e não consigo fechar os olhos, eles faíscam de tanta tensão.
Minha sorte é que Deus me deu João Victor. Seu abraço, seu sorriso de boas vindas, sua alegria ao vir ao meu encontro são os melhores lenitivos ao estresse. E mesmo nos momentos de maior tensão-pressão, quando imagino que não vou dar conta, lembro da luta que vivemos e vencemos e, aí, penso : “ah! Isso é fichinha. Quem passou por onde passamos não encontra mal que não possa vencer.” Essa certeza me fortalece, todo tempo.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Longe do meu rapaz, há mais de uma semana

Precisei viajar sozinho ao Ceará. Meu pai, agora com 80 anos, nao está muito bem de saúde. Vim ao seu encontro para levá-lo comigo para Goiana(PE) para fazer um check-up no Recife. Aqui no Carri (micro região do Ceará) não tivemos um diagnóstico exato, ao contrário, cada médico que ele vai diz uma coisa diferente e, o que é pior, receitam os mais variados tipos de medicamentos que, na maioria das vezes causa mais males que beneficios. Felizmente, a última médica com quem ele se consultou acertou em trocar meia dezena de medicamentos por um só, ela é uma pessoa que talvez possamos confiar para acompanhá-lo aqui no Cariri. Mas vamos logo ao Recife ver se voltamos com um diagnóstico exato.
Estou aqui desde sexta feira e agradeço por hoje ser terça, dia da volta, porque a saudade de João Victor tá grande. Pelo orkut vi as fotos dele que Valéria postou na web: lindo, como sempre. Deixei os dois na casa da sogra, em Joao Pessoa. Ele tem aproveitado bastante para brincar com seu primo Ruan e a mãe, para desepero deste pai, se esbaldou com ele na piscina. Valeria contou que ele demonstra sentir minha falta na hora de dormir. Parece reevindicar que eu lhe der a mamadeira, como custumeiramente faço, todas as noites.
Mas, o melhor da viagem ta por vir. Eu estou voltando, meu filho.
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Estou aqui desde sexta feira e agradeço por hoje ser terça, dia da volta, porque a saudade de João Victor tá grande. Pelo orkut vi as fotos dele que Valéria postou na web: lindo, como sempre. Deixei os dois na casa da sogra, em Joao Pessoa. Ele tem aproveitado bastante para brincar com seu primo Ruan e a mãe, para desepero deste pai, se esbaldou com ele na piscina. Valeria contou que ele demonstra sentir minha falta na hora de dormir. Parece reevindicar que eu lhe der a mamadeira, como custumeiramente faço, todas as noites.
Mas, o melhor da viagem ta por vir. Eu estou voltando, meu filho.
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