João Victor saiu da UTI parecendo uma personagem de filme de ficção científica, cheio de quinquilharias acopladas ao seu corpo: um catete de oxigênio nas narinas, uma sonda para alimentação – também no nariz, mais dois catetes para introdução de medicamentos – um no pescoço e outro em baixo do braço e, por fim, um dreno no pulmão.
Nem precisa dizer, mas digo, que essa parafernália de coisas plugadas nele causam muito desconforto e dor, especialmente o dreno. É extremante incômodo ficar com aquilo e meu nenê não ta gostando nada da situação. Por duas noites ele não dorme direito e está muito choroso. A equipe médica tem tentado minimizar as dores com doses de dipirona, mas quando passa o efeito da droga ele volta a choramingar e não se pode viciá-lo em analgésico, daí, por alguns períodos ele precisa mesmo suportar a dor.
Mas a equipe médica não o deixa assim por sadismo. Cada acessório tem sua finalidade. O dreno, por exemplo, foi colocado, como já dito na
postagem anterior, por causa do volume de liquido no pulmão dele e, também, para tratar do famigerado quilótorax. Tirar essas coisas só por causa do desconforto e depois ter de recolocá-las, às presas, numa situação limite, é uma conduta mais do que inapropriada, seria mesmo irresponsabilidade. Por isso, que aqui se faz cada coisa no seu tempo.
Felizmente, chegou o dia dele livrar-se do dreno. Tiraram-no hoje (25/12) por volta das 11 horas da manhã. Minutos depois retomou o processo de ingestão de alimentos por via oral. A melhora de ânimo foi imediata. Valéria me contou por telefone que ele não só parou de chorar mas, também, voltou a sorrir.
Agora, nesse final de tarde, ta dormindo sossegado, sonhando livrar-se das outras quinquilharias.
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